Para introduzir o assunto deste trabalho dissertativo, foi relatado de forma analítica e descritiva uma espetáculo de teatro premiado, com artistas da delegação apaeana de Pernambuco. Tal premiação foi conquistada no VI Festival Nacional de Artes 'Nossa Arte', no qual se apresentaram artistas com deficiência mental e/ou outras deficiências, alunos representando APAEs de todo o país, apontando como questão inicial para este trabalho, o fato da formação do público de tal festival ter se constituídos quase que completamente por pessoas ligadas ao movimento apaeano. O ponto principal de discurssão desta dissertação abarcou a grande dificuldade de inclusão social plena das pessoas com deficiência mental e como um evento desta ordem poderia se apresentar como estratégia inclusiva. Analisando também a perspectiva do artista com deficiência mental e do público envolvido na causa apaeana, seria possível compreender a fundamental importância da Educação Especial, mais precisamente aquela que se associa à Arte-Educação e ao Teatro-Educação para trabalhar a conquista da autonomia e da cidadania de seus educandos. Para a metodologia de análise, foram utilizadas, principalmente pesquisas de materiais bibliográficos e documentais, avaliando também os registros fotográficos do referido evento, realizado em Palmas, capital do Tocantins, em setembro de 2005. Para discutir a questão do artista-espectador com deficiência mental, foram convidados alguns pensadores dos teatro, como Patrice Pavis e Bertolt Brecht. Com Pavis, a discursão aconteceu em torno da análise do artista-espectadorcom deficiências, partindo da ótica da relação entre palco e público. Com Brecht, a reflexão trabalhada foi sobre o sentido do teatro, o qual pode ser também educativo sem deixar de ser teatro. O teatro realizado por artistas com deficiência mental e recebido por um público especificamente envolvido com deficiências pode apresentar significativas análises reflexivas. Tal possibilidade de teatro foi paresentada num festival de âmbito nacional, que favoreceu a divulgação destes talentos artísticos, mostrando que o teatro na educação pode contribuir de forma progressista e inclusivista para a transformação social