Os debates presidenciais televisivos remontam a 1950, no célebre conjunto de encontros entre Kennedy e Nixon durante a disputa pela presidência norte-americana. No Brasil, tornou-se uma instituição midiática pós-1989, quando Collor e Lula (re) inauguraram a prática. O objeto desta dissertação, mais contemporâneo, é o debate organizado pela TV Globo no segundo turno das eleições presidenciais de 2002, que colocou frente a frente os então candidatos Lula Inácio da Silva (PT) e José Serra (PSDB). Entende-se que tal evento midiático, ou media event (para mantermo-nos fiéis à denominação utilizada por Daniel Dayan e Elihu Katz), pode ser entendido dentro dos estudos da performance iniciados por Richard Schechner e Victor Turner. Pretende-se, aqui, analisar o tele debate presidencial enquanto cerimônia midiática, cujo objetivo final é, através da performance dos participantes, provocar na platéia uma reação específica: o voto. Entende-se que estudar os teledebates presidenciais é mais do que apenas aprofundar-se em estratégias políticas e mercadológicas dos candidatos. Acusados freqüentemente de promover a despolitização através das especularização. É decifrar também como a esfera política e a esfera midiática, ambas com alto grau de performance, se unem e se inter-relacionam.
Atenção! Este site não hospeda os textos integrais dos registros bibliográficos aqui referenciados. Para alguns deles, no entanto, acrescentamos a opção "Visualizar/Download", que remete aos sites oficiais em que eles estão disponibilizados. Além disso, a seção "Links para publicações online ou sites especializados" dá acesso a sistemas de buscas complementares a este banco de dados.