O foco da tese consiste na análise do protagonismo dos miseráveis na dramaturgia brasileira das décadas de 1950 e 1960, seus conflitos de classe e suas relações com distintos espaços de significação social. Para tal objetivo a pesquisa estrutura-se a partir da identificação de três vertentes espaciais de representação: a primeira delas – composta por Auto da Compadecida, Morte e Vida Severina e Vereda da Salvação – abarca as figuras dramáticas carentes que habitam pequenas vilas ou territórios do universo campestre (eixo rural); a segunda – Orfeu da Conceição, Pedro Mico e Gimba – refere-se a personagens desprovidas de recursos que moram na periferia das cidades (eixo da favela); e a terceira – Quarto de Empregada, A Invasão e O Abajur Lilás – retrata a situação de indivíduos que, em busca de sustento, trabalham em subempregos ou exercem atividades degradantes nos centros urbanos (eixo da cidade). Acrescenta-se, ainda, que apesar de utilizar a contribuição de vários pensadores, o estudo vale-se, essencialmente, das teorias de dois antroólogos brasileiros: Darcy Ribeiro e Roberto DaMatta.
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