Resumo
O livro aborda as relações entre a música popular brasileira e aqueles que foram seus primeiros meios de veiculação de massa, no contexto da urbanização e industrialização no Rio de Janeiro: o teatro (de revista) e o cinema.Três quartos do livro (226p.) são dedicados ao histórico do teatro de revista desde seu surgimento, em meados do século XIX, até a década de 1960. Desse período destaca sete compositores, fazendo um levantamento ano a ano de suas produções para o teatro. São eles: Freire Junior, José Francisco Freitas, Sinhô, Henrique Vogeler, Eduardo Souto, Lamartine Babo, Hekel Tavares e Ari Barroso. Quanto ao cinema, trata inicialmente da música usada para acompanhar os filmes mudos ou preencher os intervalos entre as projeções e das chamadas fitas cantantes (ou falantes) do começo do século XX, nas quais cantores dublavam ao vivo suas próprias imagens gravadas. Com a chegada do filme sonoro, a relação com a música popular se altera, ficando esta restrita à musicalização de filmes nacionais. Estuda a partir daí as músicas carnavalescas e o advento, nos anos quarenta, da chanchada musical. No final do volume, traz um apêndice com a relação de filmes nacionais mudos, entre o final do século XIX até 1930, que tinham como tema música ou danças populares.